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Futsal

 

FUTSAL

 

Uma das modalidades esportivas mais populares no Brasil é o futebol de salão, conhecido como futsal.

Adaptação do futebol de campo, esse esporte permite a prática futebolística em um espaço físico bem menor; conseqüentemente, necessita de menos atletas para a realização dos jogos. Esses dois fatores —espaço e número de jogadores reduzidos — fazem com que o futsal tenha mais praticantes informais (não-federados) do que o futebol de campo. Entretanto, enquanto espetáculo, o futsal ainda está bastante distante do futebol de campo: as mídias radiofônica e televisiva dedicam muito mais tempo para as transmissões das partidas de campo; os times de futebol de campo são mais “tradicionais” e as torcidas também agregam um número substancial de simpatizantes. Mas o maior contraste acontece com relação aos salários dos principais jogadores de ambas as modalidades.

Com base nessas características, pode-se dizer que as duas modalidades se completam: o futebol de campo tem preferência como espetáculo para ser assistido, enquanto o futsal facilita bastante a prática desse esporte — é comum atletas profissionais do campo terem iniciado sua carreira em equipes de futsal, como os jogadores Alex, Ricardinho, Pedrinho, Felipe, Ronaldinho Gaúcho, entre outros nomes de destaque no cenário futebolístico nacional.

Mas como surgiu esse desmembramento do futebol de campo?

A origem

A maioria dos esportes modernos surgiu de duas vertentes: a primeira diz respeito aos esportes que apareceram sob a égide do fair-play nas escolas e universidades européias, como o remo, o rúgbi, o ciclismo e o próprio futebol de campo. A segunda é relacionada às atividades de lazer nascidas nas YMCAs americanas e propagadas pelo mundo por meio dessa instituição — conhecida, no Brasil, como ACM (Associação Cristã de Moços). São exemplos dessa vertente o voleibol e o basquete.

É interessante observar que o futsal pode ser considerado um misto dos dois, pois, ao mesmo tempo que era uma simples adaptação do futebol de campo, sua origem foi os salões das ACMs sul-americanas. Mais especificamente, foi no Uruguai, na década de 30, que Juan Carlos Ceriane, na época diretor de uma ACM, tentou adaptar o já popular futebol de campo aos salões cobertos da instituição a fim de escapar do mau tempo típico daquele país. Logo, aquele jogo, chamado de indoor foot-ball, iria se tornar um dos prediletos dos freqüentadores, sendo inserido no conteúdo programático das aulas de Educação Física. Nessa época, a prática não tinha muitas regras, portanto, tratava-se de um simples jogo recreativo. O número de jogadores era, muitas vezes, variável, podendo haver cinco, seis ou sete pessoas por equipe. Em algumas situações, o número de jogadores era diferente entre as próprias equipes que iam jogar. Mas isso não importava. O importante era que os alunos estavam se divertindo. Outro detalhe interessante: a bola utilizada no início era a mesma do futebol de campo, mas, como o local da prática muitas vezes era fechado e cheio de vidraças, a bola foi reduzida em tamanho e ficou mais pesada para permanecer rente ao solo o maior tempo possível durante a partida.

Com o passar dos anos, começou-se a divulgação do futebol de salão, sendo realizados vários eventos pelas ACMs sul-americanas, nos quais os dirigentes uruguaios ensinavam esse jogo, inventado há pouco tempo. Foi em um desses congressos, por exemplo, que se estabeleceu o limite de cinco atletas por equipe. Contudo, o jogo passou a ser considerado uma atividade bastante violenta porque os choques entre os jogadores no espaço reduzido da quadra eram mais freqüentes do que no campo e o piso — geralmente de cimento — ocasionava constantes ferimentos e contusões. A atividade, tipicamente estudantil, passou a ser secundária nos currículos escolares e se tornou um jogo para pessoas adultas, preparadas para o contato físico mais intenso.

Futsal no Brasil

O futsal chegou ao Brasil no início da década de 40, por meio das ACMs que, por sinal, tinham várias sedes em quase todos os países sul-americanos. Mas esse jogo sem muitas normas só se estabeleceu depois do surgimento das primeiras regras oficiais, lançadas em um manual que foi entregue aos participantes de um congresso realizado pela Associação Cristã de Moços uruguaia em 1948. Na ocasião, estiveram presentes alguns dirigentes brasileiros, como João Lotufo, Asdrubal Monteiro e José Rothier.

Apenas um ano depois de as regras serem oficializadas, o jogo começou a dar sinais de estar se popularizando devido à facilidade para a prática em locais de dimensões reduzidas e pela conseqüente diminuição do número de participantes. No Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro campeonato de futebol de salão destinado a alunos ginasiais (de 5.a a 8.a série do Ensino Fundamental).

No início dos anos 50, já existia a Liga de Futebol de Salão da Associação Cristã de Moços, mas como ela era restrita aos freqüentadores das ACMs, a nova modalidade precisava de divulgação. Assim, em 1954, surgiu a Federação Metropolitana de Futebol de Salão, que passou a “ditar” os rumos do esporte na cidade do Rio de Janeiro, e, um ano depois, foi fundada a Federação Paulista de Futebol de Salão, que se tornou a entidade responsável pela prática do futsal no estado de São Paulo. Como existiam divergências entre essas entidades, no ano de 1958, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) oficializou o futebol de salão como modalidade esportiva e solicitou a formação de um conselho técnico a fim de estabelecer uma uniformização das regras, além do incentivo à criação de federações em todos os estados do país. Dessa forma, o primeiro campeonato nacional entre seleções estaduais pôde ocorrer, um ano depois, em 1959.

Dicas para o praticante

 

— O material é praticamente o mesmo do futebol de campo, com exceção do calçado utilizado: ao contrário do campo, que requer o uso de chuteiras, para jogar futsal, é preciso usar tênis com solado baixo, bico reforçado e tecido resistente.

— A prática do futsal exige que o atleta seja mais versátil do que no futebol de campo. Assim, para se tornar um bom atleta, nesse esporte, é imprescindível o domínio de habilidades específicas — drible, domínio, condução, passe, marcação e chute.

— Os pisos de madeira ou de material sintético evitam lesões comuns à prática em quadras de cimento.

— Por último, cabe destacar que, por maior que seja a importância da partida, nada justifica atitudes antiesportivas. O atleta deve cuidar para não confundir virilidade com violência, pois o limite entre um e outro é tênue.

Regras

As regras abaixo foram resumidas e adaptadas aos interesses dos iniciantes, pois existe uma série de detalhes que somente os especialistas (árbitros e jogadores profissionais) precisam saber.

1 - A QUADRA

Dimensões

A quadra de jogo deverá ser um retângulo com o comprimento máximo de 42 m e mínimo de 25 m e com largura máxima de 22 m e mínima de 15 m. Para partidas oficiais, a quadra deverá ter, no mínimo, 30 m x 17 m.

Marcação da quadra

Todas as linhas demarcatórias da quadra devem ser visíveis, tendo 8 cm de espessura (não podendo ser sulcos cavados).

As linhas demarcatórias de maior comprimento são chamadas de linhas laterais, e as de menor comprimento, de linhas de fundo.

Na metade da quadra, é traçada uma linha divisória, de uma extremidade a outra das linhas laterais, eqüidistantes às linhas de fundo.

O centro da quadra é demarcado por um pequeno círculo com 10 cm de diâmetro. Ao redor do pequeno círculo, é fixado o círculo central da quadra, com um raio de 3 m.

As linhas que delimitam as partes da quadra de jogo pertencem às respectivas partes.

Área de meta

Nas quadras com largura igual ou superior a 17 m, em cada extremidade da quadra, a 6 m de distância de cada poste de meta, há um semicírculo perpendicular à linha de fundo, que se estende ao interior da quadra com um raio de 6 m. A parte superior desse semicírculo é uma linha reta de 3 m, paralela à linha de fundo, entre os postes. A superfície dentro desse semicírculo é chamada de área de meta. Nas quadras com largura inferior a 17 m, o semicírculo tem um raio de 4 m.

Penalidade máxima

À distância de 6 m do ponto central da meta (medida por uma linha imaginária em ângulo reto com a linha de fundo e assinalada por um pequeno círculo de 10 cm de raio) são marcados os respectivos sinais de penalidade máxima.

Tiro livre sem barreira

À distância de 10 m do ponto central da meta (medida por uma linha imaginária em ângulo reto com a linha de fundo) são marcados os respectivos sinais, de onde são cobrados os tiros livres sem barreira, nas hipóteses previstas nessas regras.

Zona de substituições

Sobre a linha lateral, do lado onde se encontram os bancos de reservas, duas linhas de 80 cm cada devem ser traçadas, ficando 40 cm para dentro da quadra e 40 cm para fora. Essas zonas devem medir 3 m da linha demarcatória do meio da quadra. Cada equipe deve utilizar o banco localizado ao lado de sua defesa.

Metas

No meio de cada área e sobre a linha de fundo são colocadas as metas formadas por dois postes verticais separados em 3 m e unidos por um travessão horizontal cuja medida livre interior deve estar a 2 m do solo. A largura e a espessura dos postes e do travessão devem ser de 8 cm e, quando roliços, ter o diâmetro de 8 cm. São colocadas redes por trás das metas, obrigatoriamente presas aos postes, ao travessão e ao solo. As redes devem estar convenientemente sustentadas e colocadas de modo a não perturbar ou dificultar a ação do goleiro.

Local para os atletas, reservas e comissão técnica

As quadras devem dispor de dois locais privativos e adequados, situados à margem das linhas laterais ou de fundo, onde ficarão sentados os atletas reservas, o técnico ou treinador, o massagista, o médico e o preparador físico das equipes.

Arremesso de meta e do goleiro

O arremesso de meta deverá ser executado exclusivamente pelo goleiro e com o uso das mãos. A bola será considerada em jogo quando de sua saída da área de meta.

O goleiro não poderá demorar mais de 4 segundos para executar um arremesso de meta. Quando o goleiro realizar uma defesa ou receber a bola, legalmente, de um seu companheiro, poderá lançá-la diretamente ao gol adversário podendo ultrapassar a linha divisória do meio da quadra. Se, do arremesso do goleiro, executado com as mãos, resultar em tento o mesmo não será válido.

2 - A BOLA

A bola é esférica. Nas categorias principal e juvenil, as bolas devem ter de circunferência, no máximo, 64 cm e, no mínimo, 61 cm. Seu peso deve ser, no máximo, 430 g e, no mínimo, 390 g. Nas categorias infantil e feminino, as bolas devem ter de circunferência, no máximo, 59 cm e, no mínimo, 55 cm. Seu peso deve ser 380 g (ou, no mínimo, 350 g). Nas categorias com faixa de idade inferior ao infantil, as bolas devem ter de circunferência, no máximo, 55 cm e, no mínimo, 50 cm. Seu peso deve ter, no máximo, 330 g e, no mínimo, 300 g. Nas categorias de base, as bolas devem ter de circunferência, no máximo, 43 cm e, no mínimo, 40 cm. Seu peso deve ter, no máximo, 280 g e, no mínimo, 250 g. Além das exigências dos itens anteriores, a bola, atirada de uma altura de 2 m, não pode, em seu primeiro salto, ultrapassar 65 cm de altura nem saltar mais do que três vezes consecutivas.

3 - NÚMERO E SUBSTITUIÇÃO

A partida é disputada entre duas equipes compostas, cada uma, por no máximo cinco atletas, um dos quais, obrigatoriamente, é o goleiro. É vedado o início de uma partida sem que as equipes contenham um mínimo de cinco atletas, assim como não é permitida sua continuação ou prosseguimento se uma das equipes, ou ambas, ficar reduzida a menos de três atletas. O número máximo de atletas reservas, para substituições, é sete.

É permitido um número indeterminado de substituições "volantes", a qualquer tempo do jogo, sem necessidade de paralisação do cronômetro, exceção feita ao goleiro, que somente pode ser substituído com a bola fora de jogo. Um atleta que tenha sido substituído pode voltar à partida em substituição a outro. A substituição volante realiza-se quando a bola está em jogo e deve ser subordinada às seguintes condições: o atleta que sai da quadra de jogo deve fazê-lo pela linha lateral, nos 3 m correspondentes ao lado onde está o banco de reservas de sua equipe, mas nunca antes de o atleta substituído transpor completamente a linha lateral; o atleta que entra na quadra de jogo deve fazê-lo pela mesma linha da zona de substituição, também nos 3 m correspondentes ao lado onde está o banco de reservas de seu time e no setor chamado zona de substituições; é vedada a substituição do goleiro por ocasião da cobrança de tiro livre direto ou indireto (exceto na cobrança de penalidade máxima, em caso de contusão grave por ele sofrida, comprovada pelo árbitro e confirmada pelo médico ou, na ausência deste, pelo massagista, ou em caso de expulsão). Qualquer atleta substituto está submetido à autoridade e jurisdição dos árbitros, seja ou não chamado a participar da partida. A substituição completa-se quando o substituto entra na quadra de jogo e o substituído a deixa totalmente.

A troca de posição entre o goleiro e os demais atletas participantes da partida pode ser feita; entretanto, deve ser previamente autorizada por um dos árbitros e no momento em que o jogo está paralisado.

4 - EQUIPAMENTOS

É vedado ao atleta o uso de qualquer objeto reputado pelo árbitro como perigoso ou nocivo à prática do esporte. O equipamento dos atletas é composto de camisa de manga curta ou comprida, calção curto, meias de cano longo, caneleiras e tênis (confeccionados com lona, pelica ou couro macio, com solado e revestimento lateral de borracha ou material similar). É terminantemente proibido o uso de camisa sem manga e de sapatos com solado de couro ou pneu ou que contenham travas. As caneleiras devem estar completamente cobertas pelas meias e ser confeccionadas em material apropriado que ofereça proteção ao atleta. O goleiro deve usar uniforme com camisa de cor diferente dos demais atletas e é permitido a ele, com exclusividade para fins de proteção, o uso de calça de agasalho. O atleta que não se apresenta devidamente equipado, desatendendo, assim, às exigências dessa regra, é retirado da quadra de jogo temporariamente e só pode retornar à disputa da partida com a autorização do árbitro, no momento em que a bola está fora do jogo e quando é verificada a regularidade do equipamento.

5 - DURAÇÃO

O tempo de duração das partidas é de 40 minutos cronometrados, divididos em dois períodos de 20 minutos, com intervalo de 10 minutos entre eles.

Disponível em: http://www.portalpositivo.com.br/educadores.asp

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