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HANDEBOL

 

O handebol no Brasil

 

 

Fontes de informação sobre a chegada do handebol no Brasil inexistem ou são inacessíveis. O que se sabe é que esse esporte surgiu na especialidade de campo trazida pelos europeus por volta de 1930. 

Eles procuraram os estados do sul do país principalmente São Paulo, estado pioneiro e centro de desenvolvimento do esporte. Hoje, além da capital paulista, vários estados possuem federações com grande número de clubes filiados e promovem competições estaduais e internacionais.

No entanto, o handebol só se tornou conhecido em nosso país depois de ter sido incluído nos Jogos Estudantis e Universitários (JEBs e JUBs). O marco inicial aconteceu quando o professor Auguste Listello ofereceu aulas de handebol para os professores que participavam do Curso Internacional de Santos, em 1954. Os professores, interessados no novo esporte que surgia, aproveitaram para praticá-lo com seus alunos. Como o curso possuía profissionais de todo o Brasil, foi possível uma grande divulgação.

As primeiras experiências do Brasil em campeonatos internacionais foram:

Campeonato Mundial (Alemanha, 1958);

Copa Latina de Esperanças (Lisboa, 1970);

Copa Latina (Romênia, 1973);

Pan-Americano, desde 1973 (em 1981, o Brasil ficou com o vice-campeonato; em 1987, com o 3.º lugar no feminino e no masculino);

Copa Latina (Itália, 1974);

Eliminatórias para o Mundial de 1974, disputado na Argentina — das quais participaram também o país patrocinador, os Estados Unidos e o Canadá;

Mundial Universitário (Alemanha, 1985).

Em 1973, sob o patrocínio da antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), foi realizado o 1.º Campeonato Juvenil Brasileiro, masculino e feminino, em Niterói, que contou com a participação de oito estados. Em 1974, em Fortaleza, iniciou-se a competição para adultos.

A Confederação Brasileira de Handebol (ainda filiada à CBD) foi fundada em 1.º de junho de 1979, na cidade de São Paulo (SP). Atualmente, sua sede está localizada em Aracaju (SE).

Em 1980, foi disputada a I Taça Brasil de Clubes, em São Paulo. Depois desse, o Brasil não participou de outros eventos por diversos motivos, mas principalmente porque o selecionado foi privado da experiência dos campeonatos europeus e, dessa forma, de todo o conhecimento gerado no velho continente.

Hoje em dia, o Brasil está novamente participando de eventos internacionais, principalmente nas categorias de base e competições no continente americano (Campeonatos e Jogos Sul-Americanos e Pan-Americanos), já que o desnível em relação aos países europeus ainda é muito grande.

Detalhes importantes para se iniciar a prática do handebol

Idade: a melhor idade é entre 7 e 12 anos, iniciando com trabalhos recreativos que envolvam habilidades básicas e a familiarização da criança com a quadra, a bola e as balizas. Nesse período, todas as atividades motoras são armazenadas no cérebro, propiciando um futuro repertório motor rico. Essa faixa etária é caracterizada pela intensa movimentação da criança, o que é fundamental para jogar handebol, assim como possuir bom equilíbrio e atitudes otimistas. Nesse período do desenvolvimento, as crianças são pequenas e ligeiras e possuem boa relação de força e alavanca, capacidade maior de diferenciação de movimento e boa aquisição de informações. Um detalhe que não pode ser esquecido no trabalho de treinamento em “escolinhas” é que, com todas essas qualidades, a criança precisa de muitas repetições para fixar os movimentos apreendidos, ou seja, tudo o que for ensinado deve ser repetido muitas vezes.

Profissional: procure sempre os locais conhecidos ou indicados. Se o lugar for desconhecido, informe-se sobre o professor de Educação Física, investigue se ele é realmente profissional da área e se tem competência para desenvolver um bom trabalho.

Local de prática: diferentemente da ginástica olímpica, que necessita de maior rigor na averiguação dos materiais, o handebol precisa apenas de um chão uniforme, duas balizas em boas condições e uma bola específica para a idade do praticante.

Vestimenta: pode ser usado qualquer tipo de agasalho e tênis específico para o piso que for utilizado.

Detalhes importantes para se iniciar a prática do handebol

Idade: a melhor idade é entre 7 e 12 anos, iniciando com trabalhos recreativos que envolvam habilidades básicas e a familiarização da criança com a quadra, a bola e as balizas. Nesse período, todas as atividades motoras são armazenadas no cérebro, propiciando um futuro repertório motor rico. Essa faixa etária é caracterizada pela intensa movimentação da criança, o que é fundamental para jogar handebol, assim como possuir bom equilíbrio e atitudes otimistas. Nesse período do desenvolvimento, as crianças são pequenas e ligeiras e possuem boa relação de força e alavanca, capacidade maior de diferenciação de movimento e boa aquisição de informações. Um detalhe que não pode ser esquecido no trabalho de treinamento em “escolinhas” é que, com todas essas qualidades, a criança precisa de muitas repetições para fixar os movimentos apreendidos, ou seja, tudo o que for ensinado deve ser repetido muitas vezes.

Profissional: procure sempre os locais conhecidos ou indicados. Se o lugar for desconhecido, informe-se sobre o professor de Educação Física, investigue se ele é realmente profissional da área e se tem competência para desenvolver um bom trabalho.

Local de prática: diferentemente da ginástica olímpica, que necessita de maior rigor na averiguação dos materiais, o handebol precisa apenas de um chão uniforme, duas balizas em boas condições e uma bola específica para a idade do praticante.

Vestimenta: pode ser usado qualquer tipo de agasalho e tênis específico para o piso que for utilizado.

                 Regras do handebol

 

A quadra

A quadra é, em geral, feita de madeira envernizada e mede 40 m de comprimento por 20 m de largura, sendo que as regras internacionais propõem que o jogo seja praticado em uma quadra com dimensões fixas de 40 x 20 m sobre um piso de madeira corrida ou emborrachado (tipo taraflex).

A trave tem 3 m de largura por 2 m de altura. A linha mais importante é a que define a área do gol, um semicírculo que se estende por 6 m a partir da linha divisória do gol. A área demarcada por essa linha é chamada de área do goleiro e somente o goleiro pode ficar nela. Atacantes e defensores não podem sequer pisar na linha, mas podem saltar para dentro dela, desde que soltem a bola enquanto estiverem no ar. Outra demarcação importante da quadra é a marca dos 7 metros, onde são cobradas as faltas máximas. Há também uma linha pontilhada, a 9 metros do gol, que cruza a quadra de lado a lado e onde são cobrados os tiros livres, que são faltas menores.

A bola

Pode ser de couro ou material sintético e deve ser redonda, não pode ser brilhante nem lisa, deve apresentar 58 a 60 cm de circunferência e 425 a 475 g de massa no handebol masculino e 54 a 56 cm de circunferência com 325 a 400 g para o feminino. A bola para homens é chamada de H3 e a para mulheres, de H2. Categorias inferiores usam uma bola menor.

As equipes

Cada time tem seis integrantes e um goleiro, que pode atuar como um jogador comum, além de ser o único que tem permissão de tocar a bola com os pés (dentro da área). Cada time tem direito a cinco reservas e não há restrições quanto ao número de substituições.

O jogo

É constituído por dois tempos de 30 minutos e 10 minutos de intervalo entre eles, tanto para jogos adultos como juvenis. De acordo com a Confederação Brasileira de Handebol, nas categorias infanto-juvenil masculina e feminina, o jogo tem a duração de dois tempos de 25 minutos com intervalo de 10 minutos. Nas categorias infantil masculina e feminina, há dois tempos de 20 minutos e 10 minutos de descanso. A partir das Olimpíadas de Atlanta (1996), foi permitida a utilização do tempo técnico, como no voleibol. O número de substituições é ilimitado, mas elas têm de ser feitas no espaço de 4,45 m que cada time possui especialmente para isso e sem interromper o jogo. É preciso ainda que um jogador saia completamente da quadra antes que outro entre em seu lugar. Caso ocorra uma substituição incorreta, esta deve ser avisada ao árbitro da partida pela mesa do jogo, que é constituída por um cronometrista e um marcador de gols. O jogador que cometeu a infração é punido com dois minutos no banco.

A numeração

Os jogadores são numerados de 1 a 20, com números que medem, no mínimo, 20 cm nas costas e 10 cm no peito.

O goleiro

As cores do uniforme dos goleiros devem contrastar com as do uniforme dos outros jogadores. Ao goleiro é permitido tocar na bola com qualquer parte do corpo quando estiver em uma ação defensiva. Ele também pode deixar sua área, sem a posse da bola, e atuar como os demais jogadores. Nesse caso, estará submetido às mesmas regras aplicadas a eles. Não é permitido ao goleiro retornar à área de gol se ele estiver com a posse da bola.

O tiro de lateral

É marcado quando a bola ultrapassa completamente uma linha lateral. A cobrança é feita pela equipe adversária do jogador que tocou por último na bola. Não é necessário aguardar o sinal de apito do árbitro. O jogador que cobra o tiro de lateral deve manter pelo menos um pé sobre a linha até que a bola tenha saído de sua mão.

O manejo de bola

É permitido lançar, pegar, empurrar, atirar com as mãos, segurar a bola por até três segundos e dar três passos consecutivos com a bola na mão.

É proibido tocar com os pés ou pernas (exceto o goleiro), atirar-se sobre a bola, realizar duplo drible e condução de bola.

A conduta com o adversário

  • É permitido tirar a bola com a mão aberta e barrar com o tronco.
  • É proibido barrar o adversário com as mãos, braços e pernas, empurrá-lo, arrancar a bola de suas mãos, lançar a bola contra ele, segurá-lo ou abraçá-lo.

O gol

Um gol será valido se a bola ultrapassar totalmente a linha de gol. Se houver a interferência de um corpo estranho em uma situação clara de gol, o gol poderá ser validado.

O tiro de saída

É executado no início do jogo, após o intervalo e após cada gol; deve ser efetuado no meio ou próximo ao meio da quadra.

O tiro de meta

É executado quando a bola ultrapassa a linha de fundo após ser lançada ao gol, mesmo que o último toque tenha sido realizado pelo goleiro. A bola deve ser reposta pelo goleiro, de dentro para fora da área.

 

O tiro livre

Será executado quando houver substituição irregular, faltas do goleiro, faltas dos jogadores, manejo irregular da bola, jogo passivo, conduta irregular para com o adversário e conduta irregular na execução dos tiros.

O tiro de sete metros

Penalidade máxima no handebol, será executado quando ocorrer uma falta frustrando uma situação clara de gol: o goleiro retorna com a bola para sua área de gol, o jogador de defesa intercepta uma bola arremessada ao gol estando este dentro da área ou quando o jogador de campo recua a bola para o goleiro que está dentro da área.

O tiro de árbitro

Ocorre quando jogadores de equipes diferentes cometem infrações ao mesmo tempo; quando a bola toca o teto ou qualquer objeto fixo da quadra ou toda vez que o jogo é interrompido sem que haja irregularidade. O árbitro central deve lançar a bola entre dois jogadores (um de cada equipe) que disputam a bola. Os demais jogadores devem estar a 3 m de distância. O tiro deve sempre ser executado no centro da quadra.

Os árbitros

O jogo é dirigido por dois árbitros e controlado por um secretário (súmula) e um cronometrista. Os árbitros revezam no jogo as funções de árbitro central e árbitro de gol. Esse jogo tem uma característica particular nas sanções aplicadas: conforme a infração sobre o corpo do adversário ou sua repetição, o árbitro pode aplicar a exclusão: o infrator sai do jogo e a equipe fica com menos um jogador durante o período de dois minutos. Após esse tempo, ele pode voltar a jogar. Se o mesmo jogador for excluído três vezes, fica proibido de jogar o restante da partida, mas a equipe pode ser completada após dois minutos.

Qualquer jogador pode ser advertido (com cartão amarelo). Contudo, a equipe não pode receber mais de três advertências. Ao jogador na quadra pode ser aplicada uma desqualificação quando ocorrer uma ação mais contundente em relação ao adversário. Nesse caso, o jogador fica proibido de jogar o restante da partida. Todavia, a equipe pode ser completada após dois minutos. No caso de expulsão (por agressão física), o jogador não joga mais e a equipe fica com um jogador a menos até o final da partida.

Disponível em: http://www.portalpositivo.com.br/educadores.asp

 

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