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VOLEIBOL

Voleibol

 

As primeiras regras

  • Pontos: total de nove, mas só era contado ponto para a equipe que tivesse sacado (contagem muito semelhante à atual).
  • Quadra: media 15,25 m de comprimento por 7,65 m de largura.
  • Rede: tinha 0,60 m de largura por 8,23 m de comprimento.
  • Bola: devia ser uma câmara de borracha coberta de couro ou lona, com 0,625 a 0,675 m de circunferência e pesando entre 255 e 340 g aproximadamente.
  • Sacador e saque: o primeiro devia manter-se com um pé na linha de fundo e tinha duas chances para colocar a bola no campo contrário; se a bola não chegasse ao campo contrário, poderia ser rebatida para que ultrapassasse a rede; se não fosse, passaria ao outro time.
  • Bola na rede: se não fosse a do saque, era considerada bola morta.
  • Bola na linha: se tocasse na linha, era considerada fora.
  • Jogo e jogadores: qualquer número de jogadores; não podiam tocar na rede nem prender a bola; se ela tocasse qualquer objeto fora da quadra e retornasse ao jogo, poderia ser rebatida.

Evolução das regras

  • 1900: o set terminava em 21 pontos; a rede passou a ter 2,13 m e a bola que tocava a linha passou a ser boa; a bola não podia mais tocar objetos fora da quadra.
  • 1912: a quadra passou a medir 18,18 x 10,16 m, e a rede, 2,28 m de altura e 0,91 m de largura; foi introduzido o rodízio obrigatório dos jogadores.
  • 1917: a rede passou a ter 2,44 m de altura e o set, a terminar com 15 pontos.
  • 1918: o time era composto por seis jogadores.
  • 1921: foi introduzida a linha central.
  • 1922: a bola podia ser tocada por um time no máximo três vezes, enquanto os jogadores da defesa ficavam impedidos de participar do ataque.
  • 1925: o set terminava no 15.º ponto somente se houvesse dois pontos de diferença entre as equipes.
  • 1938: o bloqueio passou a ser permitido.
  • Após 1938: as mudanças continuaram a acontecer. A quadra passou a medir 18 x 9 m; foram introduzidas as posições dos jogadores; foi inventada a manchete; o saque passou a ser usado como ataque; o bloqueio, que contava um toque, passou a ser nulo; foram criados a invasão da linha central, o bloqueio ofensivo e o sistema por pontos em tie-break.

                 Em 1998, a Federação Internacional de Volley Ball (FIVB) fez várias alterações nas regras, tornando o jogo mais atraente para os amantes do voleibol e mais disputado entre as equipes. Entre as principais mudanças estão a permissão da invasão do bloqueio, a instituição das varetas na rede, a proibição do bloqueio do saque, a liberação dos dois toques na recepção, a não-contagem do toque no bloqueio para a armação da jogada, a instituição do tie-break no quinto set, o fim da limitação da zona de saque, a liberação do toque na bola com qualquer parte do corpo, a marcação de toque na rede só em caso de ação ofensiva, a liberação da recuperação de bola fora da limitação da antena, o prolongamento da marcação para o ataque do fundo de quadra, a instituição de bolas coloridas, a permissão para o técnico ficar em pé e se locomover em uma área restrita, a criação do líbero, o fim da vantagem e a adoção do rali-ponto, a eliminação da linha dos três metros e o término dos quatro primeiros sets aos 25 pontos e do quinto aos 15 pontos.

Por que o voleibol é o segundo esporte do brasileiro

               O futebol é o grande esporte brasileiro e está presente na vida de nossas crianças (principalmente entre os meninos) desde os seus primeiros passos até sua vida adulta, quando se tornam jogadores ou torcedores. Mas o voleibol vem ganhando espaço dentro de nossa cultura futebolística. E podemos imaginar por quê. Ele é um esporte prático, não é preciso ter muito material ou muito preparo físico para jogá-lo. Facilmente encontramos redes armadas em toda a extensão litorânea do país junto de seus adeptos. Isso sem falar no marketing, que foi um grande propulsor de sua ascensão.

Veja a seguir quais são as características que tornam o voleibol um esporte tão apreciado tanto no Brasil como no mundo todo.

  • Como dito anteriormente, ele é um esporte que se adapta a qualquer espaço. Pode ser jogado sobre terra e areia, em piso irregular (pois a bola não precisa entrar em contato com o solo) ou não, como quadras, ruas, gramados, etc. Uma bola e um material que substitua a rede, que pode ser uma corda amarrada em dois postes, mais duas duplas são o bastante para começar uma partida. 
  • Adapta-se a qualquer idade, pois foi justamente para essa finalidade que foi criado: substituir o cansativo basquetebol. Se não houver uma diferença brutal entre o nível técnico dos participantes, é possível mesclar pessoas de diferentes idades para um jogo de voleibol.
  • Pode ser jogado sem muito contato físico, o que não ocorre com o futebol, o handebol e o basquetebol.
  • Possui dinâmica intensa, pois o contato com a bola é muito rápido, tornando os espectadores mais envolvidos a cada rali disputado.
  • Não objetiva a ação isolada de um jogador, mas a ação conjunta, em que um passe bem feito pode contribuir para que outro consiga realizar uma ótima jogada e, assim, conquiste um ponto para sua equipe. Cada jogador deve cumprir a sua função para que todos sejam beneficiados.
  • Com a finalidade de lazer, pode ser perfeitamente adaptado - o tamanho da quadra, o número de participantes, as regras do jogo, pode-se mesclar homens e mulheres de diferentes idades, etc.
  • E, por fim, o que o torna mais interessante ainda é o fato de o Brasil estar despontando entre grandes equipes e sediando vários campeonatos, provocando uma aproximação maior entre o público e o voleibol.

Idade para se iniciar no voleibol

Como forma recreativa, pode ter início aos 7 anos, sem limite superior de idade para começar (há grupos de terceira idade com equipes formadas). Aconselha-se o início da prática entre os 11 e os 13 anos para as meninas e entre os 12 e os 14 para os meninos que desejam preparação desportiva, ou seja, treinar para serem atletas e participar de competições. 

Essa idade seria ideal porque é a fase pré-pubertária, em que ocorre o terceiro estirão de crescimento (há um aumento de 10 cm na estatura e de 9,5 de quilos no peso em apenas um ano) e em que o adolescente está descoordenado, tendo um decréscimo de sua força muscular, e em uma fase de recoordenação corporal. Como ele está se adaptando a novas formas de movimento, o voleibol seria incluído nelas e adaptado juntamente com os aspectos básicos, como andar, correr, coordenação motora grossa, enfim, estaria envolvido com todo o processo de reorganização corporal sofrido pelo adolescente.

Nessa fase, há uma maior procura por grupos sociais, e os colegas são o porto seguro uns dos outros. Pelo fato de o voleibol ser um esporte coletivo, que objetiva uma ação conjunta, esse período é perfeito para se unir a fase biológica aos seus fundamentos. 

Aqueles que tiveram a oportunidade de presenciar uma gama de experiências corporais terão mais facilidade em sua reorganização motora. Por isso, a atividade física, seja ela qual for, deverá ser incentivada desde a mais tenra idade, pois o repertório motor assemelha-se a um estudante, quanto mais estuda, mais aprende, e práticas anteriores poderão ser utilizadas em outras fases ou atividades.

Fundamentos do jogo

Para dar início aos fundamentos, é preciso saber que, quanto à regra, a bola pode ser tocada por qualquer parte do corpo acima da cintura, desde que não seja segurada ou conduzida.

  • Apresentação: a posição básica é aquela que introduz a execução dos demais fundamentos. Ela deve ser executada de tal forma que permita a pronta entrada em ação por parte do atleta, pois a dinâmica do voleibol requer intervenções imediatas. Além de ser cômoda, ela deve favorecer deslocamentos rápidos em qualquer direção. O executante deve estar com os membros inferiores abduzidos, semiflexionados e um ligeiramente à frente do outro. Os membros superiores devem estar semiflexionados, e os cotovelos, com um afastamento lateral um pouco superior à largura dos ombros e um pouco à frente da linha anterior ao tronco. Esse posicionamento intermediário do membro superior permite a execução tanto da manchete como do toque da bola por cima. Os pés devem estar com os calcanhares fora de contato com o chão, e os joelhos um pouco à frente para favorecer os deslocamentos para frente ou para as diagonais.
  • Toque: é o fundamento mais característico do voleibol, utilizado com bolas altas e médias, sendo responsável pela preparação do ataque (levantamento). Algumas vezes, os atacantes também o utilizam. Em posição de expectativa, cotovelos semiflexionados à frente do corpo, mãos na altura do rosto, palmas voltadas para frente e para cima, dedos abertos e firmes, o jogador procura tocar a bola de baixo para cima, com todos os dedos, junto com uma coordenação dos movimentos de extensão dos pés, pernas, tronco, braços, punhos e dedos. No instante do toque da bola, todo corpo participa. A variação se dá de acordo com a altura, velocidade e trajetória que se quer dar e a distância a que será enviada a bola.
  • Manchete: é mais utilizada durante a recepção de saques e em defesas de bolas cortadas, pois o contato com a bola se faz no antebraço, que é uma região que suporta melhor os fortes impactos provocados por ela. Os membros inferiores devem estar da mesma forma que durante o toque, semiflexionados e afastados lateralmente na distância do ombro. Os membros superiores, estendidos e unidos à frente do corpo. As mãos, unidas e sobrepostas, com os polegares estendidos e encostados um ao lado do outro. No movimento de ataque à bola, os membros inferiores estendem-se, o peso do corpo é transferido para o membro da frente e os membros superiores permanecem sem movimento com a musculatura contraída. 
  • Saque por baixo: a bola é lançada para cima, à frente do corpo, e golpeada com o membro contrário ao que lançou a bola, que realiza todo o movimento em direção à bola estando estendido. O peso do corpo é transferido para o membro que está à frente. A mão deve estar arredondada, com os dedos unidos e contraídos, para tornar a área de impacto mais sólida e, assim, facilitar o envio da bola a distâncias maiores. Com o golpe da bola e a transferência do peso do corpo para o membro da frente, há uma tendência natural de o membro de trás ser lançado à frente, o que deve ser aproveitado para o passo que introduz o sacador na quadra de jogo.
  • Saque por cima: também conhecido como saque tipo tênis por ser parecido com o movimento chamado smash do tênis de campo. Em virtude da velocidade que o braço pode atingir, o impacto na bola é bem mais potente que o do saque por baixo. A sua aprendizagem facilita muito a introdução da cortada, pois os movimentos de braços e tronco são muito semelhantes. A bola é lançada com ambas as mãos, acima da cabeça (a aproximadamente 1,50 m) e um pouco atrás da linha normal do tronco. Com o lançamento da bola para o alto, os membros superiores são movimentados naturalmente para cima. O que vai golpear a bola faz um movimento passando por cima do ombro, posicionando-se semiflexionado, na máxima amplitude escápulo-umeral.
  • Cortada: é o fundamento do voleibol que finaliza a maioria das ações ofensivas e objetiva enviar, por meio de um forte golpe dado durante o salto, a bola de encontro ao solo da quadra do adversário. É uma habilidade motora de execução complexa, uma vez que toda ação é condicionada pelas características da trajetória do levantamento.
    • O deslocamento: pode ser realizado em uma, duas, três ou mais passadas de corrida, com os membros superiores semiflexionados ao lado do corpo. Para iniciantes, recomenda-se três passadas, pois eles aprenderão a sistemática do deslocamento numa distância não muito longa da rede. Quando se dão três passadas, o início é com o pé esquerdo à frente. A primeira passada é com o pé direito, depois uma dupla, de forma que a esquerda chegue à frente da direita. Quanto maior a aceleração nesse deslocamento, maiores são as possibilidades de uma boa impulsão.
    • A chamada: após o deslocamento, ambos os pés tocam o solo (a aproximadamente 85 cm da rede), com o esquerdo (para os destros) ligeiramente mais próximo da rede que o direito, e com um afastamento lateral um pouco menor que a largura dos ombros. O corpo se inclina um pouco para frente e os cotovelos estendidos são lançados para trás. Os joelhos flexionam-se aproximadamente a 90º.
    • O salto: os pés tocam o chão, primeiro com os calcanhares, juntamente com uma brusca extensão dos joelhos e do lançamento vigoroso dos braços para cima e pela frente do corpo.
    • Fase aérea: os membros superiores são lançados para cima. O que vai golpear a bola faz um movimento passando sobre a linha do ombro, posicionando-se, semiflexionado, na máxima amplitude escápulo-umeral. O outro encerra sua trajetória um pouco acima da linha do ombro, estendido à frente. O tronco faz uma hiperextensão. A batida na bola deve acompanhar uma flexão de punho para imprimir uma rotação à bola, objetivando aumentar as chances de ela cair dentro da quadra adversária. 
    • Queda: no instante do contato com o solo, o executante deve amortecer a queda de forma a se reequilibrar para não cair na rede e evitar lesões traumáticas. É importante que o salto para a cortada seja o mais vertical possível. Nas bolas levantadas distantes da rede, o cortador deve encurtar ou diminuir em número as passadas para não passar da bola. O braço de ataque deve ser lançado bem para frente para evitar o envio da bola na rede. O trabalho de punho deve ser acentuado para aumentar as chances de por a bola dentro da quadra adversária.
  • Bloqueio: é um dos fundamentos que mais evoluíram com o passar dos anos, em detrimento do crescimento da potência dos atacantes e de suas habilidades individuais.
    • No vôlei atual, fica cada vez mais evidente a necessidade de uma boa formação e atuação do bloqueio para se ter êxito numa partida.
    • Os estudiosos consideram o bloqueio como o fundamento de maior dificuldade para se ter êxito, pois ele é condicionado pela ação do adversário e precisa ser realizado em fração de segundos.
    • Os bons bloqueadores são raríssimos e disputadíssimos pelas grandes equipes. Eles aparecem menos que os atacantes para o público, acostumado a valorizar os finalizadores, mas são tão ou mais importantes que eles para um time.

 

Descrição técnica do fundamento

Função tática dentro da equipe: amortecer a bola para a defesa, cobrindo determinado posicionamento da quadra onde o atacante adversário é mais eficaz. O bloqueio é um fundamento que objetiva interceptar junto à rede a bola cortada pelo adversário. Essa habilidade de caráter defensivo pode se tornar ofensiva quando consegue enviar a bola contra o solo do atacante.

  • Postura de salto
    Posição inicial: em pé, membros inferiores estendidos e abduzidos na distância entre os ombros; tronco ereto; membros superiores semiflexionados elevados acima da cabeça, no prolongamento do corpo, sentido ântero-posterior; mãos espalmadas com os dedos separados e polegares voltados para cima.
  • Desenvolvimento
    Fase preparatória (posição de expectativa): ao iniciar o salto, em pé, junto à rede; depois, joelhos semiflexionados, pés paralelos em afastamento lateral numa distância quase que igual à largura dos ombros; cotovelos semiflexionados com as mãos ao lado dos ombros, com as palmas voltadas para frente (em bolas rápidas de primeiro tempo, braços estendidos).
  • Execução: no momento adequado, o bloqueador salta, estendendo todo o corpo, mantendo os braços estendidos acima e à frente da orelha e permanecendo com as mãos espalmadas e os dedos separados. A distância entre as mãos depende da avaliação do bloqueador com relação à jogada, bem como a ligeira ou total flexão do punho depende do tipo de bloqueio a ser efetuado. Nos bloqueios ofensivos, as mãos invadem o espaço aéreo do adversário e se posicionam abertas, estendidas, firmes, uma ao lado da outra, formando um obstáculo à passagem da bola. O bloqueador espera o impacto da bola (pois ele não pode tocá-la antes do atacante) para flexionar os punhos, enviando-a contra o solo adversário e, também, para impedir que ela "espirre" para fora da quadra. Nos bloqueios defensivos, as mãos invadem o campo adversário e são colocadas junto à rede, na frente da bola, com extensão dos punhos para montar um anteparo a ela. Nesse tipo de bloqueio, a preocupação é amortecer a bola para que os demais membros da equipe possam recuperá-la. Nota: é importante ressaltar que, no momento de efetuar o bloqueio (contato com a bola), o corpo deve estar contraído (principalmente os membros inferiores) para suportar o impacto com a bola e não perder a postura. Os iniciantes têm dificuldades em acertar o "tempo de bloqueio" e ajustar a postura do corpo para bloquear.
  • Queda: realizado o bloqueio, acontece a queda, que deve ser feita com equilíbrio, de forma amortecida e girando-se para o lado em que a bola se dirigiu quando ela não foi totalmente retida.
  • Tempo de bloqueio: há necessidade da coordenação do tempo de subida do bloqueador em relação ao cortador para que a ação do primeiro não seja prejudicada, levando-o a saltar antes ou depois do momento correto. O bloqueador deve antecipar ou retardar a subida em função de levantamentos mais rápidos ou mais lentos feitos pelo levantador adversário. Nos levantamentos médios (bolas normais), o bloqueador deverá saltar com um tempo de atraso em relação ao atacante.
    Nos levantamentos muito altos, o número de tempos é maior: dois ou três tempos.
    Nas bolas bem baixas, deve ocorrer uma antecipação do bloqueador.
    A distância da bola em relação à rede também influi no tempo e na técnica do bloqueio.
  • Deslocamentos: é preciso um deslocamento rápido para ajustar-se e preparar-se para executar um bloqueio com eficiência, com velocidade e altura adequadas, e coordenação com os outros jogadores (bloqueio duplo ou triplo). Recomenda-se a mesma técnica de movimentação indicada anteriormente, com o bloqueador terminando com os pés paralelos voltados para a rede, assim como a cintura escapular. Quanto ao número de participantes, ele pode ser simples, duplo e triplo.
    No bloqueio simples, normalmente o jogador se preocupa em tocar na bola para impedir o sucesso da cortada sem preocupações de ordem tática, que é mais comum nos coletivos. No bloqueio duplo, na maioria das vezes, um jogador marca a bola cortada para frente e outro protege a bola, que vai na direção diagonal. Para bloqueio duplo, principalmente para iniciantes, recomenda-se que o jogador que já ocupa a posição onde vai ser realizado o ataque dê o posicionamento (marcação) do bloqueio, servindo de referência para aquele que se desloca. O atleta da bola marca a bola batida na paralela, e o que se desloca fecha a diagonal. O mesmo princípio é aplicado na formação do bloqueio triplo.

Tipos de deslocamentos:

  • Passada lateral: realizada por meio de deslocamentos laterais, utilizando-se de um ou dois dos passos laterais, dependendo da distância que o atleta deve percorrer para posicionar-se para bloquear. É utilizada para percorrer distâncias curtas entre um e três metros. É mais utilizada por bloqueadores da extremidade da rede, ajustando-se mais facilmente ao local de bloquear. Deve ser realizada de forma paralela à rede, sem se perder a distância inicial com ela.
  • Passada mista: nesse tipo de deslocamento, existe uma combinação do passo cruzado com o passo lateral, pois ela é utilizada para percorrer distâncias um pouco superiores a três metros. Inicia-se com uma passada lateral, depois uma cruzada, e novamente uma cruzada lateral para posicionar-se no local do bloqueio. Nas passadas laterais, há uma variação da sua distância. Nesse tipo de deslocamento, deve haver uma preocupação em manter o corpo paralelo à rede, na relação com os ombros. É freqüentemente utilizada por bloqueadores de meio nos deslocamentos para a extremidade da rede.
  • Passada de frente: nesse tipo de deslocamento, o atleta desloca-se perpendicularmente à rede e, no local exato de realizar o bloqueio, salta executando um giro de corpo e ficando novamente de frente para a rede. É bastante utilizada por atletas de meio, que têm de cobrir distâncias maiores, e por atletas de baixa estatura, pois proporciona um alcance maior na altura do bloqueio. Na sua execução, existe uma dificuldade em se girar o corpo e posicioná-lo de frente para a rede, o que pode vir a prejudicar a postura no momento do bloqueio.
    • Defesa em pé: a defesa em pé é o emprego da manchete para impedir que a bola cortada vá de encontro ao solo, mas seu uso na defesa difere muito do uso para recepção de saque. O ângulo de queda e a velocidade da bola são maiores. Isso implica que o defensor esteja bem abaixado e que o impacto da bola no antebraço seja muito forte. O jogador que defende deve estar em constante movimentação à procura de um posicionamento mais adequado, determinado pela posição da bola em relação ao bloqueio de sua própria equipe.
    • Rolamento: é um fundamento para a recuperação de bolas fora do alcance da manchete, principalmente para os lados, o que permite ao atleta cobrir uma boa distância rapidamente e ainda estar pronto novamente para participar do jogo. A sua execução é realizada com um deslocamento lateral em que o jogador realiza uma queda, defende a bola com uma das mãos ou com a manchete.
    • Mergulho: também é um fundamento que objetiva a recuperação de bolas distantes, geralmente à frente do atleta. Após um deslocamento, o jogador se apóia sobre uma perna semiflexionada e mergulha em direção à bola. Ela pode ser recuperada com as costas da mão, com a parte interna da mão fechada, por meio de uma flexão de punho para cima e até de manchete. Uma vez tocada a bola, o atleta amortece a queda por meio de uma flexão dos cotovelos e com o contato progressivo do peito e do corpo no solo. Para as mulheres, o ângulo de queda deve ser menos acentuado para que o amortecimento e o deslize do corpo no solo se façam sobre o abdome e não sobre os seios.

Características do jogo

  • O voleibol é um esporte praticado por duas equipes em uma quadra dividida por uma rede. 
  • A finalidade do jogo é enviar a bola acima da rede, com o intuito de fazê-la cair na superfície da área da equipe adversária, assim como evitar que a outra equipe o faça. Cada equipe tem direito a três toques para o retorno da bola, além do contato do bloqueio.
  • A bola é colocada em jogo com um saque e continua em jogo até cair dentro da quadra, ir para fora ou até uma das equipes participantes falhar no retorno da bola para a equipe adversária.
  • No voleibol, a equipe que ganha um rali (trajetória da bola) recebe um ponto. Quando a equipe receptora ganha o rali, obtém um ponto e o direito de sacar. Seus jogadores, nesse momento, mudam de posição, efetuando um movimento de rotação sempre no sentido dos ponteiros do relógio.

 

1 ÁREA DE JOGO

A área de jogo compreende a quadra de jogo e a zona livre. Ela deve ser retangular e simétrica.

1.1 DIMENSÕES

                      A quadra de jogo constitui um retângulo medindo 18 x 9 m e é circundada por uma zona livre com, no mínimo, 3 m de largura em todos os lados do retângulo.
O eixo da linha central divide a quadra de jogo em duas áreas de idênticas medidas - 9 m x 9 m cada. Essa linha se estende por sob a rede, de uma linha lateral até a outra.
Em cada quadra de jogo, uma linha delimita a zona de ataque. Essa linha é medida e desenhada a três metros de distância do eixo central, estando inserida nas dimensões da zona de ataque.

                      A zona de saque corresponde a uma área de 9 m de largura, localizada atrás de cada linha de fundo, sendo delimitada, lateralmente, por duas linhas de 15 cm de extensão, colocadas a 20 cm após a linha de fundo, como uma extensão das linhas laterais da quadra de jogo.

1.2 REDES E POSTES DE SUPORTE

                    A rede é instalada, verticalmente, sobre a linha central da quadra de jogo, a uma altura, medida do topo da rede no centro da quadra, de 2,43 m para jogos masculinos e de 2,24 m para jogos femininos. A altura da rede nas suas extremidades deve ser igual à sua altura no centro, havendo uma tolerância desde que não exceda à altura regulamentar em mais de 2 cm. A rede tem 1 m de largura e 9,50 m a 10,0 m de comprimento. Em sua parte superior, há uma faixa horizontal com 7 cm de largura.
A antena é uma haste flexível com 1,8 m de extensão e 10 mm de diâmetro, feita de fibra de vidro ou material similar. As antenas estendem-se 80 cm acima da borda superior da rede e são consideradas partes da rede, delimitando, lateralmente, o espaço de cruzamento.
                    Os postes que sustentam a rede são colocados a uma distância de 0,5 m a 1 m além das linhas laterais. Eles têm 2,55 m de altura e devem ser, de preferência, ajustáveis.

1.3 BOLAS

                  Sua circunferência é de 65 a 67 cm e seu peso, de 260 a 280 g. A pressão interior da bola deve ser de 0,300 a 0,325 kg/cm2 ou de 0,426 a 0,461 lbs.

 

2 PARTICIPANTES

2.1 COMPOSIÇÃO DA EQUIPE

                    Uma equipe pode ser composta, no máximo, por 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico e um médico.
Um dos jogadores, exceto o líbero, é o capitão da equipe e, como tal, deve estar indicado na súmula do jogo.

                   O uniforme dos jogadores é constituído de camisa, calção, meias e tênis, sendo as camisas dos jogadores numeradas de 1 a 18.

 

3 FORMATO DO JOGO

3.1 PARA MARCAR UM PONTO

3.1.1 A equipe marca um ponto:

  • Pelo sucesso ao fazer cair a bola no piso da quadra de jogo da equipe adversária;
  • Quando a equipe adversária comete uma falta;
  • Quando a equipe adversária recebe uma penalidade.

3.1.2 Conseqüências para quem vence um rali (seqüência de ações de jogadas a partir do toque no saque, feito pelo sacador, até o momento em que a bola estiver fora de jogo):

  • Se a equipe que saca vence um rali, ela marca um ponto e continua sacando;
  • Se a equipe receptora do saque vence um rali, ela marca um ponto e deve executar o próximo saque.

3.1.3 Para ganhar um set (exceto o decisivo - o quinto), a equipe precisa atingir 25 pontos, com uma vantagem mínima de dois pontos em relação à equipe adversária. Em caso de empate em 24 pontos, o jogo continua até que dois pontos de vantagem sejam conquistados.

3.1.4 Para ganhar um jogo, a equipe vencedora deve ganhar três sets. No caso de ocorrer um empate de sets (2 x 2), o set decisivo (quinto) é jogado com uma contagem de 15 pontos, vencendo a equipe que tiver uma vantagem mínima de dois pontos.

 

4 ESTRUTURA DO JOGO

4.1 POSICIONAMENTO

4.1.1 As posições dos jogadores são numeradas assim:

  • Os três jogadores que se encontram posicionados ao longo da rede formam a linha de ataque e ocupam as posições 4 (ataque-esquerda), 3 (ataque-centro) e 2 (ataque-direita);
  • Os outros três jogadores são os jogadores de defesa e ocupam as posições 5 (defesa-esquerda), 6 (defesa-centro) e 1 (defesa-direita).

4.1.2 Rodízio
Quando a equipe receptora ganha o direito de sacar, seus jogadores efetuam uma rotação, avançando uma posição, sempre no sentido horário. O jogador que está na posição 2 vai para a posição 1 a fim de sacar; o jogador da posição 1 vai para a 6, e assim por diante.

 

5 O JOGADOR LÍBERO

5.1 DESIGNAÇÃO DO LÍBERO

                  Cada equipe tem o direito de escolher, entre os 12 jogadores, um jogador defensivo especializado: o líbero. Esse jogador está autorizado a trocar com qualquer jogador de defesa, está restrito a jogar como um jogador de defesa e não lhe é permitido completar um toque de ataque de qualquer lugar se, no momento desse contato, a bola estiver completamente acima da borda superior da rede. Ele não pode sacar, bloquear ou participar de uma tentativa de bloqueio.


  

Referências bibliográficas

BOJIKIAN, J. C. M. Ensinando voleibol. Guarulhos: Phorte, 1999.
CARNELOÇO, M. A. Manual de voleibol. Araçatuba: Leme.
REGRAS OFICIAIS DE VOLEIBOL. COBRAB. 2001-2004.
FIVB
CBV

Disponível em: http://www.portalpositivo.com.br/educadores.a

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